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Oh, Noite

A noite me parece mais interessante que o dia. Sempre inteligente, quieta, guarda o melhor para si. Não posso mentir, ela me seduz, me dá energia.
Só com ela eu produzo...
Sua energia feminina, aconchegante, me organiza, me dá vida.
Vai me negar que não é nela que as coisas acontecem?
Por mim não dormiria, acho uma delícia, mas uma perda de tempo... Afinal, de dia temos que fazer o que temos que, enquanto a noite nos espera para imaginar, produzir e a beleza nos alcançar!
Oh noite, luto contra as leis da sociedade para entregar-me por completo a você, esquecendo por completo as variações luminosas do dia e do sol!
Que viagem.
O único ponto é que sinto a noite é melhor que o dia. Ela tem glamour.
Ela realmente é divertida. É jovem! Com ela, o prazer parece mais especial.
Desejo realmente não precisar dormir, apesar da contradição que assombra a juventude e o sono.
É muita viajem com muita vontade... Mas assim não é melhor?

Au revoir, 
Natália

Achando os perdidos

Já a um tempo vinha choramingando - sinceramente, estava imensamente deprimida, pois o conceito de solidão me rodeava, e a solidão sonhadora perfeita não estava do meu lado - pois não achava meu dvd de Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain. Essa "perda" me fez pensar muito sobre ele, rever muitas idéias, sentir até mesmo saudade, sentimento que não sinto muito claramente, se é que sinto, e isso estava quase me levando a me ligar na realidade solitária de Into the Wild novamente.

Mas hoje, após acordar massacrada pela dificuldade de dormir causada por uma gripe infernal e atrasada para com o horário certo, chegando na aula minha colega levanta um dvd, que não reconheci de longe. Instantaneamente, comecei a me dispersar da conversa que estava tendo e a caminhar até ela. Nessa caminhada, o tempo pareceu correr devagar, pareceu estar do meu lado e minha percepção floresceu, os pensamentos estavam claros, como se o melhor sabor da galáxia estivesse nas mãos dela. E estavam.
Era o meu dvd de Amélie, que estava com uma amiga em comum nossa e, por possuir uma cabeça de vento com meus pertences, não lembrava que se encontrava com ela. Meu choramingo foi esquecido, minha esperança e felicidade, além de aquele sentimento de inspiração que dificilmente invade seu coração - sentimento que, sinceramente, a Mariana, essa colega minha, já me provocou antes (esse é o resultado) - vieram a torna.

Hoje fiz questão de devorá-lo. De curtir sua fabulosa trilha sonora, que eu sei de cor.  E agora de organizar minha paz aqui. A seguir vai um post - apesar de eu achar isso ridículo, a descrição que dão lá ao filme e um tanto a vida é muito bela - de um blog que me iluminou os últimos dias, mas que infelizmente, aparentemente não está mais sendo produzido: Amélie Poulain e os motivos para se viver (sendo feliz).
Após me abrir...


- Au revoir, Natália

Ideologias internas

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." Oscar Wilde
Sempre me pergunto o que é viver. Logicamente, assim como tudo no mundo, cada um tem sua própria visão para esse significado. Ou não. Sempre acho que existem pessoas que acham que estão vivendo, quando na realidade estão nojentamente e futilmente existindo, mas isso, no meu ver.
Hoje li um texto fabuloso de uma colega e, com isso, senti a inspiração correndo como uma energia revitalizante nas minhas veias, e aquele amor por todas as coisas, sentimentos, cores...
Um amor que sinceramente só aprendi a ter quando compreendi, mais uma vez, ao meu ver, o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Ele foi pra mim uma daquelas coisas que aparecem na sua vida sem querer, mas te conquistam profundamente e te mudam, te deixam imensamente melhor... Não riam, mas eu o descobri por causa do ator Robert Pattinson, o tão "apaixonante" Edward, de Crepúsculo, sem querer, encontrando um arquivo onde ele tocava a música Comptine D'un Autre Eté - L'après Midi, que o Yann Tiersen compôs para o filme, e que constava ser do mesmo. E a música me tocou tanto, que indo à locadora me deparei com ele, aluguei, me apaixonei e tratei de comprar um pra mim.
Mas retornando ao assunto principal, com Amélie brotou uma concepção na minha mente de quão feliz é reparar na beleza das pequenas coisas do dia-a-dia e ama-las, amar a tudo, o sentimento de felicidade, de tristeza, o ato de quebrar seu "creme bruleé", etc.
É difícil ter esse sentimento dentro de si e, não sejamos hipócritas, é difícil amar. Mas a vida humana é baseada no controle e esforço, não?

- Au revoir, Natália

Eu tenho que falar sobre a Natalie Wood

Eu tenho a mania, não sei se já perceberam (e se não já o fizeram, irão perceber daqui pra frente), de relacionar muita coisa com o cinema. Eu sinceramente acho que nos dias de hoje tentamos fazer com que a vida imite o cinema, com todo o glamour, a paixão, os cenários... Ou ao menos deixamos nossas ideologias se influenciar com ele. 
Eu tenho uma paixão irracional pela hollywood dos anos 40, 50 e 60 com todos seus penteados, espartilhos, vestuários, olhos de gato e mulheres estupendamente fortes. E, de uma semana para cá, me apaixonei pela atriz americana filha de russos Natalie Wood.



Sinceramente, nunca a dei muita bola em Rebel without a Cause, mas que criei afeição em Clamor do Sexo, do cineasta Elia Kazan mas, decidindo pesquisar sobre as tão faladas "mortes violentas dos coadjuvantes" de Rebel without a cause, e tomar conhecimento que Natalie, além de sua beleza estonteante, morreu de uma maneira misteriosa quando em uma noite chuvosa pegara um bote com seu marido Robert Wagner e o ator Christopher Walken, após eles terem "consumido grande quantidade de bebida alcoóolica", morte já anteriormente prevista para sua mãe por uma cigana na frase "pra ela ter medo da água escura". Logicamente, Natalie possuía medo de ficar imersa em água, e, como eu (risadinhas), não sabia nadar. 
Ela foi muito influente no considerado "lifestyle" de Malibu da época, que, realmente, é visualmente apaixonante.


- Au revoir, Natália